quinta-feira, novembro 30, 2006

(Rodd Ambroson)
Aqui esteve sentada, ali me viu,
Erguendo aqueles olhos tão insentos;
Aqui movida um pouco, ali segura;
Luís de Camões
Passem pelo Suck e pelo Amadis.

quarta-feira, novembro 29, 2006


" Todas as coisas têm o seu tempo e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora ".
Ecle, 3-1
Assim aceitar, mas resistir. Os dias, as coisas, as gentes. Tão longe e ainda tão perto, sempre, a " feira cabisbaixa " do O'Neil. O quotidiano, aqui, como ali, imutável. Acordamos tistes e assim nos deitamos. Moribundos. Nós, como tudo. A inveja, vírus nacional. Redundantes. Iguais, demasiado iguais. Resta fechar janelas e portas e ficar. Partindo. Imune, teimosamente, a pressões, intimidações, insultos ou chantagens. Frontal, pronto a pagar sempre o preço de quem ama. Disso vai falando o Amadis. (
Clicar ). O outro, a si próprio. Deixo o festim dos abutres para outros. Gosto de sair de casa a sorrir. E buscar sorrisos. Se ainda os houver. ( Gostem, ou não, este blogue merece ser visto. Aqui ).

segunda-feira, novembro 27, 2006

Post para uma Amiga.


Soube-o, sabemo-lo: was bleibt aber / stiften die Dichter. ( Holderlin ). Se alguma coisa fica. Nos dias, nestes dias e tempos de dissolução. De fragmentação, já na periferia de Sartre. Mais do que Sisifo ou o homem revoltado, o Estrangeiro. " Cela ne veut rien dire ", escreveu-o Camus e sentia-o Kafka, caminhando ao longo do Muro da Fome. Praga como estas ruas, a chuva como a neve. O cansaço. O cansaço, apenas. A fadiga que nos obriga a gritar, um porque sim sem sentido e que se torna urgente. Abgrund ( heideggeriano ) feito derradeiro espaço de liberdade. Esquecido de tudo e tudo querer esquecer. Submerso. No corpo, também ele, fragmentado. Não há flores por entre o remover das ruínas. Das canções restam memórias. Saudades, só do que fui, vou sendo, na aprendizagem crescente da Maldade humana. De optimista a céptico, um passo, pessimista, depois. Será isso envelhecer, com Sabedoria, e preparar a Morte. O amor confunde-se com o desespero, como água, delírio, júbilo face ao tumulto da nudez. Pouco sobra na brevíssima vertigem de uma claridade de Luz. Já não há mais à la recherche de um blogue perdido. Sobro eu, sobram momentos. Sobras tu. Sobram aqueles de quem gostamos, os que amamos, os que conhecem as cumplicidades da Amizade. Isso basta.
(Edgar Degas)

entre sombras, lúcidos os passos que procuro nos teus olhos. corpo, escrita, sangue. saber-te entre a boca e o papel.

alexandre aroso

domingo, novembro 26, 2006

porque a hipocrisia, irrita. e a morte não torna bom quem sempre achei mau e desprezo.



maldito país onde depois de morto todos choramos a perda e o falecido. eu não lamento nada. que seja enterrado e pronto, o virgem negra pedófilo, cesariny, o tutor dos artistas de merda de uma não menos kultura de merda, digna do país que somos. quem gosta, gosta, gostos não se discutem. mas tanta lamúria, não. para mim, igual. sugestões. bom, o meu Amigo Alvarez Rabo. ( aconselhado aos onanistas da netolândia ). fiquem bem e tentem começar a ser diferentes. e felizes.

sábado, novembro 25, 2006

POST ANTIPOST.


ou seja:
para os Kamaradas de que gosto muito, abraços e beijos. sejam Felizes.
aos outros: ide à merda. com o devido favor.
( a quem não sabe. desde os meus 14 anos, em que na minha querida e detestada DDR, preferia ao marx em alemão, editado pela dietz verlag berlin, o Henry David Thoreau, norte-americano que em 1848 escrevia, " temos de viver sózinhos, só connosco, dependermos só de nós, sempre prontos a começar de novo ", que sou de " direita ". de Direita, pois. ficam esclarecidos os eskerdalhos que, como o imbecil do Thoreau, também eu penso que o melhor governo é o que menos governa. perceberam, agora? )
isto podia ser uma despedida. ai podia, podia. elogio da ironia.
passem aqui, sffavor. OBRIGATÓRIO.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Boa sexta feira e bom fim de semana.

Ver as coisas até ao fundo...
E se as coisas não tiveram fundo?

Ah, que bela a superfície!
Talvez a superfície seja a essência
E o mais que a superfície seja o mais que tudo
E o mais que tudo não é nada.

Ó face do mundo, só tu, de todas as faces,
És a própria alma que reflectes


Álvaro de Campos


Passem pelo Suck, e visitem este nosso amigo.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Isto é uma corrente. Na net.


Sob o signo de W. Turner. Aqui, e aqui e aqui. Bom dia.


( Adenda das 15 horas que é um prolongamento do post abaixo e uma resposta amigável ao meu Prezado K'mrd Pires.

1. Israel é uma invenção enquanto Estado, imposta na Palestina após o final da 2ª guerra mundial, pelos países vitoriosos que não sabiam o que fazer à judiaria que campeava e vagabundeava por uma Europa destruída.

2. A história de Israel é uma história de guerra, terror, morte, assassinatos, desrespeito pela Lei, ocupação e barbárie. Israel abandonou GAZA ( e construíu um novo muro da vergonha ) por motivos estratégico-militares, face à pressão militante do HAMAS, ao crescente poder popular deste, expresso recentemente nas urnas, em eleições livres, e à decadência de uma fatah prepotente, corrupta e colaboracionista. Foram os homens de arafat quem vendeu o cimento com que Israel fez o muro de separação.

3. O exército libanês, como outros exércitos árabes, é uma anedota, uma farsa. No Libâno, o Hizballah xiita é a única força político-militar organizada e estruturada capaz de proteger a humilhada e desprezada comunidade xiita, ( no Libâno, como no restante mundo árabe sunita ), bem como de enfrentar e derrotar, ( como o fez por 2 vezes ), a máquina de guerra sionista. Apoiado pelo Irão? Certamente. O Hizballah, Partido de Deus, ( a partir de um versículo corânico ), é xiita.

4. O Irão é o herdeiro da grande e secular civilização persa. É o país de Nizamî e Rumi. É o país onde se produz algum do melhor cinema contemporâneo. Onde uma mulher é vice-presidente da República Islâmica. É o país onde as mulheres têm direito de voto, ( o que não sucede no reino "amigo" dos saud sauditas, onde os xiitas também não têm direito de voto ). É o país que enfrentou Saddam, enquanto este facínora era o grande amigo dos norte-americanos. É o país que não é árabe mas de raiz e cultura persa. Onde o Islão incorporou elementos alheios ao sunismo. É o país que combateu os tallibãs. É o país odiado, não por acaso, por bin laden. São xiitas os que morrem assassinados diariamente no Iraque. Não por acaso. O Irão é o país que produziu o filósofo vivo George Sorush, com reputação mundial e conselheiro do Imã Khomeini. Sorush que escreveu " o Islão e a democracia não são apenas compatíveis mas inevitáveis. Para se ser um verdadeiro crente é preciso ser-se livre ". Percebe-se porque motivo o Irão xiita incomoda: americanos, judeus e árabes sunitas, como o reizinho da Jordânia.

terça-feira, novembro 21, 2006

EU APOIO ESTE HOMEM,


porque acredito nos benefícios de um Irão nuclear numa região conturbada e sistematicamente enfranquecida e espoliada pelo GRANDE SATÃ, aka usa, por israel e pelas ditaduras execráveis dos vizinhos árabes sunitas da República Islâmica. Porque acredito que o fortalecimento do Islão xiita é positivo para o Islão, em particular, e para o mundo, em geral. Porque sei que Jerusalém é pertença da Palestina ocupada e do Islão. Porque não esqueço GAZA e a barbárie homicida judaico-sionista. Porque apoio o HAMAS e o HIZZBALLAH e desprezo os bin-ladens que num terrorismo sem credo conspurcam, a favor de bush, o nome do Islão. O Iraque que o diga.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Pássaros. Atravessam chuvas e países no erro dos ímanes e dos ventos, pássaros que voam entre a ira e a luz.

Voltam incompreensíveis sob leis de vertigem e de esquecimento.


António Gamoneda

sábado, novembro 18, 2006

da idade da pedra, só estes.



porque vem aí o domingo e, logo depois, a semana. e o frio, a crescer, com ela. incendeie-se, pois, o corpo, a alma e os dias, que se rasgue o breu com o fogo das lareiras e o recolhimento que só o Outono traz. tempo de poetas, este. e de outro respirar. sejam felizes, beijos e abraços.

( Post no suck ).

sexta-feira, novembro 17, 2006


















ii
olhem para esta terra onde somos. almas perdidas. lua falhada sobre o carnaval. desértico. não há crepúsculo nesta ilha. a noite cai como cortina final. que shakespeariano que é carnaval de loucos. dos seduzidos e dos rejeitados. os batoteiros. os de pele etiópia. dormindo através de tudo. o leorpardo rolando. tudo menos corando com a descoberta do seu fofo casaco sem pintas.

Patti Smith



Passem no Suck e tenham um bom fim de semana.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Porque acordei numa de Paz,


não ( te ) mando sinais de amor mas envio-te jarros. a lembrar o quão repugnantemente fétido és. escava, escava buracos e enfia-te lá.
Agora: o post para debater está a seguir e os comentários, também.
O Amadis vai postando.
A quem interessar: tiraram um blogue à Sónia. Assim, o Olhares neste endereço está fora de circulação.
www.olharesepalavras2.blogspot.com
Por isso passem a ir a este:
www.porentreassombras.blogspot.com
Beijos e abraços. E visitem o Kamarada Amadis. ( Clicar no nome ). E leiam também este.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Post dedikado aos eskerdalhos e demokratas da valente nação tuga.


Porke: chegaram (-nos) 50 anos regidos por esse ditador labrego, abençoado pela santa madre igreja, e ke vocês, teimosamente insistem em deklarar fascista. Porke exigimos o DIREITO de termos opinião, diferente da vossa, se tal acontecer. Porke não sou monolítiko. Nem faccioso. Porke aceito e respeito a troca e a diferença de opiniões e ideias sem entrar em caixas de komentários onde a primeira frase, para eskonder a falta de argumentos, civismo, educação e kultura demokrátika, é " PR vai à merda". Porke não gosto de insultos. Porke não aceito um pensamento úniko, mesmo sabendo ke este país é uma koutada da eskerda, blogosfera inkluída, e alguns teimam em afirmar que a direita, ou dita direita, tem de ser burra e estúpida. Porke não gosto mesmo do Estado. Porke sei que em nome da diferença, ai jesus os pretos e os paneleiros, mas ai de quem se afirmar kontra o politikamente korrecto e konsiderar o louçã um moralista da melhor herança salazarista. Porke konheço o vosso ódio à ditadura salazarenta, o ke subscrevo, mas vos vi sempre kalados face a stalin, pol pot ou fidel. ou ao ladrão do lula. Porke vocês assassinaram mais anarkistas na guerra civil de espanha do ke franco. Porke vocês acusam, e bem, bush ou pinochet, mas com as mãos e a konsciência, a existir, cheias de sangue lembram treblinka mas kalam o Goulag. Porke me enoja a vossa pretensa superioridade moral, vocês que não possuem qualquer valor ou princípio étiko. Porke vocês enterraram e destruiram este país. Porke vocês são hipókritas. Porke vocês odeiam. Porke vocês não sabem estar. Porke vocês são como os bois e só marram kom o vermelho. E eu sou negro. E lembro-me que foi Rolão Preto o primeiro verdadeiro opositor da ditadura de salazar e a sua primeira vitíma. Porke amo Ezra e Céline. Porke insisto em pensar por mim e recuso a deixar-me silenciar pela vossa polícia do pensamento. Mesmo quando vocês invokam a liberdade para esmagar a Liberdade. Prova-o a História. Pior: porke vocês não têm sentido de humor. Termino como vocês começam: VÃO À MERDA!

porque estou com sono e ocupado, não há tempo e pachorra. nem ideias. o post está a seguir, os comentários também. beijos e abraços.
.








turn on the bright lights. ainda. assim. ( clicar no vermelho, sffavor. para fazer sentido ).

terça-feira, novembro 14, 2006

Iraque.

A vitória dos democratas nas eleições americanas prefigura a retirada irresponsável das tropas norte-americanas da aventura iraquiana. Se sempre fui contra a invasão e ocupação do Iraque pelos U.S.A., não posso neste momento deixar de recear pelo futuro da maioria xiita e da minoria curda, naquele país às mãos da barbárie do terrorismo sunita. O reinado de Saddam já o provou. O futuro aparece cada vez mais negro para o sofredor povo iraquiano. Não devemos esquecer que o Iraque tem um Governo legítimo eleito nas urnas. Nem continuar a olhar para o lado agarrados aos problemas da nossa vidinha. Em Bagdad, não há morangos com açúcar. Bom dia a todos.
Passem por aqui.

domingo, novembro 12, 2006


O Santo é aquele que faz a experiência da ferocidade. Do inumano. Interior intimo meo. Aquele que faz dos dias furor e cólera.

A partir de Freud conhecemos o conceito de cenas primitivas. Nelas assentou a Europa, durante séculos: cólera e experiência, ambas a remeterem para o topos homérico.

A degradação, depois. Viver deveria ser uma morte pois ela, a morte, é também uma vida. A vida. ( Dizia-o Holderlin ). Nisso se suportaria a Literatura, como o resto. A agonia daquela, hoje, mais não é do que a agonia da Europa. Dolorosa e patética. Em martírio. Longe vão os dias em que " branco era o instante ". ( Holderlin, ainda ).

Devoramos a besta e nada mais resta que o banal género humano. Plutarco: les bêtes ont de la raison. Resta a arte, simplório artificialismo de sobrevivência. Ou a cultura, passatempo de animais insignificantes, como escreveu Freud. O homem, o homenzinho do quotidiano, devorou a besta. Não sobrará nada. Apenas devastação e a mediocridade triunfante. Obscuras ruínas onde cambaleiam, sem sentido, ratos de esgoto a copular, entre hedonismo e consumo, algures entre a imbecilidade e a neurose obsessiva. Saudades de Calígula.

Splendour on splendour (...) Falleth, Adonis falleth. (...) Swollen-eyed, rested, lids sinking, darkness unconscious. Ezra Pound.

Clicar aqui e aqui. Se ffavor.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Toda a cidade se acalma em redor; a viela iluminada tranquiliza-se,
E com archotes adornados rangem os carros ao passar.
Enchida a sua medida, regressam os homens a casa para descansarem da agitação diurna;
No seu
lar, o homem ponderado, com satisfação,
Faz o balanço dos ganhos e das perdas; a azáfama do mercado
Terminou e já não há uvas nem flores e as mãos descansam.

Friedrich Holderlin

Clicar na palavra lar.

Passem também por aqui e tenham um bom fim de semana.

quarta-feira, novembro 08, 2006

NETices. 1 exercício de tiro ao alvo.

porque já não há pachorra, desculpem, para tanto punheteiro. cultos, de esquerda, urbanos, cosmopolitas e artistas. ditos. merdas feitos de papel de fotocópia. a reciclar. com urgência, de preferência. e tragam a costureirinha da sé e o outro que está mas faz segredo em não estar. protekções. fodam-se. respeitosamente. não é bilis. é lucidez não virtual. fiquem bem Kamaradas, beijos e abraços.
a ler, este, este e mais este. se quiserem. e mais este.

terça-feira, novembro 07, 2006

EUROPA.



Este é um post ideológico.
( No entretanto: o labrego de boliqueime, aka o cavaco, manifestou-se contra a sentença aplicada ao velho amigo dos americanos, saddam hussein. pois. percebe-se. resta esperar e ler o que o intelectual de serviço, o JPP, vai inventar para explicar isto. um momento poético no suck ).




Bloggers de todo o mundo, uni-vos! Onanizem-se. Pois.

domingo, novembro 05, 2006

CELEBRE-SE!!! Com um post logo depois. Abraços Kamaradas.


E que morra, pois. Que o enforquem e lançem o cadáver aos cães.
AllahuAkbar!



a vida não é nem pode ser como o cinema, mas o cinema pode ser, pontualmente, como a vida. e o amor, como dele fala Kiarostami, iraniano, de uma grande lírica, talvez única no século XX, em " atravês das oliveiras ". confirma-o um dos raros portugueses que vale a pena escutar, Bénard da Costa. a propósito do dito, o cinema, tão ranhoso como o livro, o novo Código da Vinci. a evitar. Ira Kaplan confirma, na música, que ainda la tem. yo la tengo, também. acho. soberbo, soberbo, o último, com chamadas aos Byrds, aos Suicide e aos divinos Go-Betweens, sem esquecer os Ramones. disse-o, por uma vez certo o Bonifácio. eu ouvi e confirmo. importante é saber que Swinburne foi traduzido. ele sabia que o poeta se alimenta do doce sangue das doces feridas do ser amado, aí, onde a língua é sabedoria. e é saber que a República Islâmica do Irão disparou salvas de mísseis balísticos capazes de atingir a entidade sionista e a Europa. pois é, mr. bush. o grande satã tem pés de barro. o Iraque comprova-o. a terminar. como já viram passei um fim de semana cultural, entre jornais, livros, cd's, comida e lareira. a ler o Leonardo, o verdadeiro da Vinci, e registei: a abelha pode-se comparar à falsidade porque tem mel na boca e veneno no cu. tal qual. por mim, é coisa de pouca monta, Vladimir, tratarem-me por nacional-socialista. preocupava-me era se me confundissem com a tribo do bloko do herdeiro de salazar, o louçã. assim, tudo bem. destila em paz, K'mrd. como me preocupa ver o intelectual do cavaquismo, o JPP elogiar o Sócrates. rir, já me ri. o bronco do rui rio cortou o dinheiro aos nossos ditos artistas, tão carentes da subsiodependência. razão tem. falta-lhe estilo. é pena. anotem. discretamente, a barbárie sionista continua impunemente a matar. lembrem Gaza. e tenham uma boa semana. se puderem e souberem, sejam felizes. ( fui para aqui. mas volto ).

sexta-feira, novembro 03, 2006

Bom fim de semana.


olhos

sabem se uma
pequena
árvore ouve
para sempre as sempre crianças cantando para sempre
uma canção feita
do que é silencioso como pedra silêncio de canção.

E. E. Cummings.


( A Kamarada Pianola está no Suck e o PR no Instantes. Clicar nos vermelhos ).

quinta-feira, novembro 02, 2006

Que arda. Paris. E esta europa decrépita


que mais nada é do que a memória do que foi ou poderia ter sido, este putrículo informe e insignificante, atascada em imúndice. ( Ando fisgado em Céline, pronto ). A ser assim, amanhã é sexta feira. Rock'on pardalada. Vamos a coisas boas. Sócrates vai mesmo salvar o futuro da segurança social: fecha salas de parto, legaliza o aborto, incremente a importação de escumalha vária. Lapidar, não? Há que ser paciente e esperar. No mínimo, que os xiitas iranianos tenham o nuclear e mudem as regras do jogo. Afinal, AllahuAkbar! Fiquem bem, sejam felizes. Mesmo sabendo, Céline, que a pretensão à felicidade é uma grande impostura. clash city rockers, no caso, Cramps.
Anotem. Amanhã, no Porto, Livraria Leitura,
Sábado, Livraria Buchholz, o K'mrd ChuvaMiúda. Passem aqui, sffavor.

um post a redimir-se, dedicado a almas sensíveis.


com flores e passarinhos a fazer piu-piu. o mundo é cor de rosa e os fdputa não existem. assim, como asim, ARBEIT MACHT FREI. por mim tenho sempre presente H. D. Thoreau: hei-de respirar sempre à minha maneira. já Hamlet o dizia: sou nobre, não pertenço a nenhum amo. o resto, queira-se ou não, é a vida, essa velhaca de que falava o bom velho Céline, essa rude prova onde se salvarmos a alma já não é mau de todo. fiquem bem Kamaradas. fiquem felizes, pois. e deixem lá os preconceitos. Céline, ainda: o importante é que se mate. até já, comentários no outro, o debaixo. e passem neste, se quiserem. clicar.

quarta-feira, novembro 01, 2006

É, é políticamente incorrecto. Deliberado. Um desafio a tanta hipocrisia. Só a eskerda pode exibir os seus símbolos?...bahhhhh....


sombra de barcos sobre as silenciosas águas, como ferida sangrenta em alma crepuscular. " Ah, como fala o cão na sua tola esperteza ". Melanteu, cabreiro de cabras, na Odisseia. do Amor enquanto experiência da morte, de morte, sabia-o Boccacio. o corvo, corbaccio. a Melanteu cortaram as narinas, as orelhas, deram os órgãos genitais a comer aos cães. deceparam mãos e pés. Ulisses pediu fogo para a sala. ( canto XXII ). há instantes em que se sabe da existência de Deus. e da experiência do Belo.


adendas.
1, a pretalhada de moçambique acabou com mais um " aspecto negativo do passado ". Cabora Bassa. não era preciso tanto. basta constatar os índices de analfabetismo, doença ou corrupção. em crescendo, desde a saída do branco colonizador. para nós, contribuintes, pouca coisa. custou-nos só um perdão de 750.000 milhões de euros. 2, o intelektual de serviço, Prado Coelho, aka o Almondega Peluda, não gosta de um blogue " anónimo " onde o autor tem identificado o nome, a morada, a fotografia, o telefone. pois. anónimo. diz que lhe apetece puxar da pistola. eu gosto do Rabbit's Blog. e de Pulido Valente. às vezes. e também me apetece puchar da pistola quando encaro com os prados coelho. 3, se o Sócrates, ao que dizem, está a destruir o polvo do dito movimento sindical tuga, que siga, siga em frente, eu apoio. 4, o jardim da madeira ameaça, de novo, com a criminosa FLAMA. haja coragem, independência para os gajos. e puta que os pariu. eu, contribuinte, agradeço.