terça-feira, outubro 31, 2006

Post com dedicatória.


Palavras não existem
fora da nossa voz as
palavras não assistem
palavras somos nós

Gastão Cruz

Este post é dedicado à Ana, vítima dos cobardes anónimos que andam por aí.
O Kamarada São Bartolomeu hoje passou-se mesmo. Visitem o http://www.00succkandsmileoo.blogspot.com/

segunda-feira, outubro 30, 2006

actualização das 16.

o pardal, além de raska é burro. e ainda não percebeu que, por uma vez, está a lidar com pessoas não manipuláveis, influênciáveis ou com medo da sua merdosa chantagem. ainda não percebeu em que guerra se meteu. ainda não percebeu que há alguem que vai para 6 meses lhe anda cuidadosamente no encalço. que existem blogues controlados e vigiados, bem como computadores, por ordem judicial. bom. o pardal foi-se meter, bem ao seu estilo, anónimo e cobarde, com um desses blogues. azar, pardal. tens a pj em cima de ti e mais uma queixa crime no ministério público. não te cuides, não. tu, e a tua seita. pois. isto há-de tornar-se respirável. podes crer. não nos conheces, tá visto. o post está em baixo.

Com dores, tenso & preocupado


por constatar que a minha filha Kinha, clicar no amarelo sffavor, 10 anos, vai ao w.c. e sai de lá com um nako de arte ( poética ) sem segredos. bem dizia o outro. a vanguarda serve para dizer quem nada tem para dizer ou para disfarçar a pornografia mais raska. verdade que a questão do saber segundo lyotard, klossowski, deleuze ou bataille me deixa indiferente, até por ser estruturalmente um fundamentalista pré-moderno. bem bom, calha bem. mas li " discours, figure ", o ke duvido ke esses merdas o tenham feito. apetece fazer lembrar a urgência de um novo magisterium mysticum, a urgência de kombater pela regeneração de valores culturais e morais. a lembrar o kreis de stefan george, na senda de empédocles ou platão. gone in the teeh, disse-o pound. de iluminação solar, falou steiner que escreveu, lúcido, sobre tudo isto. adiante ke é 2a feira e com o sol fui à caça de um pardal que se encolheu mas que anda por aí. a ler sobre crimes e criminosos. interessa menos a qualidade e a quantidade do dito e mais o ke move o acto, as acções, o criminoso em si. as estruturas e mecanismos mentais. no fundo, mesmo no aparentemente mais banal e medíocre cidadão, a pulsão da libido numa sexualidade mal resolvida e pervertida. assim, o serial killer. por exemplo. talvez explike muita bloguice. pelo menos, o impulso. a transferência. sempre alivia sabermos ke lidamos kom tarados. freaks. anormais. impotentes rekalkados. resta arranjar paxorra para aturar essa kanalha. sem gentilezas, preferia realmente a sharia. para eles e para estes dias. até lá, ( faltam 20 anos para a europa ser islâmika ), respirar fundo. e vamos a isto ke se faz tarde. bom dia Kamaradas, boa semana.

sábado, outubro 28, 2006

Bom fim de semana.

A pé e alegremente tomo a estrada larga,
São, livre, com o mundo por diante,
o longo caminho diante de mim levando-me aonde quiser.
Não peço boa sorte, eu próprio sou a boa sorte,
Não há mais lamentos, mais demoras, não preciso de nada,
Basta de queixas entre paredes, bibliotecas, polémicas,
Forte e contente tomo a estrada larga.

Walt Whitman


( Sem tempo para este fim de semana fazer visitas. Se puderem, leiam este post da minha querida Ana ).

sexta-feira, outubro 27, 2006

e duram e duram e duram,


dizem. as pilhas. duracell. eu tento acreditar ke sim. hoje é sexta e estou tão cansado que ando a enfiar as ditas pelo dito kujo acima. a ver se me aguento. visitas haverá se houver, ke nem o post vou lançar. não me chamem de nomes. os mais antigos sabem que não gosto de fascistas, salazaristas, andringas ou do pacheko pereira. muito menos do cavaco ou da santa madre igreja. isso são koisas de eskerda e eu sou mesmo é de direita. gostar, gosto mesmo é do meu Adolfo. e do fogo. e do mar. e do gelo e da neve. de komer, também. italiana, a comida, preferencialmente. a ser assim, fiquem bem e tentem suportar o dia, ke eu vou fazer o mesmo. como escrevia, cerca de 1600, baltasar gracian y morales, nem sempre se há-de rir com demócrito, nem sempre se há-de chorar com heraclito. Inté Kamaradas.

quinta-feira, outubro 26, 2006

eu sei ke ele é bronco e de eskerda mas,


homenagem a rui rio. com as minhas desculpas ao meu prezado K'mrd Blair. o que é certo é que o gajo, por uma vez, lidou bem com essa corja que infesta a nação. que não, se calhar, com o problema do Rivoli. mas isso é outra koisa. artistas, só de circo. aquela pungente tristeza humana ali especada, nem isso. em nome da arte e da kultura temos de aturar ( e sustentar ) uma data de lixo e esterco a defender os seus interesses e estratégias parasitárias. se esteve mal foi ao chamar a polícia para limpar um espaço digno, ( que merecia, repito, se calhar, outro futuro ), daquele refugo civilizacional. gastou-se tempo e dinheiro e o essencial ficou por discutir. e resolver. como em tudo o que é patrocinado e apadrinhado pela confraria blokista. haja pachorra para tanto tédio, mesmo com a quantidade de bobos disponíveis. e pensemos em coisas realmente importantes. as novas taxas moderadoras na saúde, 2 milhões de portugueses na pobreza enquanto continuamos a importar pretos, brasileiros, ukranianios & &tc, a OTA e o TGV, ( ainda se lembram? ), as privatizações e opas em curso. por exemplo. isto num país que arde no verão e se inunda no outono. a quadratura dos círculos sempre foi contrária a posturas vertebradas. já o dizia o bom do Nietzsche: a existência humana é lúgubre. um palhaço pode ser-lhe fatal. será por isso? seja. tragam o bezerro de ouro e lembrem-se de Prometeu. música aqui. a chuva, lá fora. com sono, eu. bom dia Kamaradas, tentem ser felizes.

quarta-feira, outubro 25, 2006

1 POST KE É 1 VÓMITO MATINAL num regresso às armas desta koisa.


já zaratustra aconselhava a dar a mão a poucos. antes uma pata, com garras. enquanto não sei deixar de desprezar vou vendo, também eu, uns morrerem cedo demais e outros demasiadamente tarde. pelo meio o país que se arrasta, desde a ranchada militar do 25 de 74, num estertor iluminado pela ascensão da ralé. dos raskas. já sei, já o confessei: sou snob, elitista, de direita anarco-situacionista, impiedoso, vingativo, orgulhoso do título e do sangue que ostento, com mau feitio e com um apetite voraz por canalhas e cobardes. pareço dormir, mas sei sempre muito mais do que aparento. muito mais, mesmo. coisas. aborrece-me a mediocridade e a vulgaridade, mesmo que travestidas de arte. hoje acordei bem disposto. melhor ainda quando ouvi na televisão o herdeiro de salazar, o louçã, a falar. ele e o bando fascistóide do bloko envergonham qualquer portas ou ribeiro e castro. eskerdalhos. puta ke pariu a eskerda tuga, cds-pêpê incluído. puta ke pariu. a chuva. o país. o cavaco em budapeste. 700.000 funcionários públicos. os timorenses independentes. o gajo do benfica. os brasileiros com o iscolari à cabeça. as apoplexias do sócrates. já cansa, tanto vendedor ilusionista. no future, pois. e isto, a net. tão amerdalhada como o resto. como este blogue, por exemplo. a precisar de obras, acho. urgentes. hoje tive saudades dos meus velhos blogues. do PORCOLATINO, d' OCAVACO, do KOMBATE. lamechices. andar por aqui cada vez se assemelha mais a uma descida a obscuros subterrâneos dantescos. um circo de anormais. o espaço ideal para frustações e taras várias. solidões e onanismos mal resolvidos. abençoado anonimato. abençoados nicks. abençoado pc. abençoada virtualidade. a vida faz-se lá fora mas isso se calhar já pouco importa. como pouco importa eu estar aqui a biliar. ressaca de ter perdido uns milhares nos últimos meses. ressentimentos, pois, eu sei. felizmente não sou cristão e nunca dou a outra face. adiante. vamos às horas. reais. haja paciência. tentem, ser felizes. claro. eu, por mim, vou passar o dia no tribunal. preferia resolver as coisas à bofetada mas isso tem de esperar. custos civilizacionais. ahhhh! e não enfiem a carapuça, porra. eu gosto de Vocês. o esterco que aí anda, por favor, mantenha a caixa de comentários limpa. sou preguiçoso e dá uma trabalheira enfiar comentários no caixote do lixo. até porque o blogue continua selectivo e a reservar o direito de admissão. e sempre evitam que toda a gente perceba a merda que sois. bom dia Kamaradas. foi bom desabafar com Vocês. fiquem mesmo bem.

terça-feira, outubro 24, 2006

Para a minha alma eu queria uma torre como esta,
assim alta,
assim de névoa acompanhando o rio.

Estou tão longe da margem que as pessoas passam
e as luzes se reflectam na água.

E, contudo, a margem não pertence ao rio nem o rio está em mim como a torre estaria
se eu a soubesse ter...
uma luz desce o rio
gente passa e não sabe
que eu quero uma torre tão alta que as aves não passem
as nuvens não passem
tão alta tão alta
que a solidão possa tornar-se humana.
Jorge de Sena

segunda-feira, outubro 23, 2006

Und bin in Wasser Verbrant,



os Rammstein e o Outono e a chuva logo depois, o Elba, súbito, melancólico, a chegada anunciada dos corvos. A primeira lareira, o cigarro, a leitura dos poetas. O descanso, enfim, sob a folhagem amarela de Holderlin, esse repouso sussurado que não esconde o riso de desprezo por quem teima em confundir paciência com passividade e não quer ou não pode perceber o que se esconde na dobra dos dias. O mundo, já o dizia Clausewitz, existe para ser ordenado. A ser assim, haja luz e música. Feche-se o post, o cansaço e a falta de inspiração com a Canção dos Nibelungos. Elogio dos territórios vazios, se calhar, sob o signo de Kafka.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Bom fim de semana.

Pálida e fria como uma estátua grega
a luz do sol me chama e me habita.
No sul sei que o silêncio passa devagar
por isso me perco no vento que me leva lá.
No sul ouço o dia brotar
e não em outro lugar.

Jall Sinth Hussein

Encenações, simulacros, simulações e cobardia


pois então. por uma vez razão aos comunistas e a haver lei sobre a IVG que existisse coragem de quem a devia ter e fosse votada no Parlamento. estará lá para isso, assim houvesse dignidade. mas, pedir o quê neste país onde continua a campear tudo o que de muito mau havia no labrego de santa comba? adiante e siga o circo. dos movimentos pró vida aos bloquistas vem aí o grande espectáculo. sócrates agradece, pois. por mim, como sabem de há muito, sou contra a IVG mas recuso que o Estado faça lei em matéria de consciência e questões do foro íntimo. a ser esta uma delas... de certeza que o assunto não merecia é a leviandade com que está a ser tratado. mas adiante que hoje é fim de semana. lento, já o sabíamos, mas chegou lá. o bush. sobre o iraque. pois. como, apesar de considerar execrável a ditadura da coreia do norte, não entendo mesmo a teoria das bombas boas e das bombas más. coisas. fiquem bem, beijos e abraços. sem muito tempo ando eu. encharcado com tanta chuva. venha o sol. se for possível. bom fim de semana. ( se puderem sigam as hostilidades aqui. clicar sffavor. aqui ).

quinta-feira, outubro 19, 2006

PIM! ou da coltora em portugal.


entre o rio e estes, pois, só podia mesmo sair uma RIVOLOÇÃO. de preferência com o folclore salazarento dos blokistas pendurado, em horas de prime-time, nos ferros da entrada. pois. eu estou bem, muito obrigado. sempre perdeu o benfica e o sporting. bem bom. parece que os professores hoje já trabalham. ou pelo menos vão às escolas. fiquem bem, não adoeçam. olhem as taxas. beijos e abraços, até,

quarta-feira, outubro 18, 2006

No aniversário do Poeta.

Se a palavra fosse um cálice de lágrima
sou uma açucena de linho
poderia a solidão encontrar o seu rosto
e beber a luminosa água
que faria surgir como uma lua de ouro?


António Ramos Rosa

sábado, outubro 14, 2006



Letra a letra, a degradação. De nós, das horas, dos dias. Manchas de sangue nos olhos lívidos. E pedras, em volta. Encenações. Pegar no que resta de mim e ir aquecer-me ao sol. Fazer do corpo, pedra, também. As manhãs, todas elas, devem ser sempre o fim ou o princípio de qualquer coisa. Um café, um cigarro. Flores. Canções, aqui. Postes, ali. ( Clicar no vermelho ). Talvez importante seja mesmo não escrever. Ou pensar. Respirar, apenas. E traçar um risco. Assim ir morrendo por entre a leitura dos poetas de quem vamos fechando os livros.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Porque é sexta, e sexta treze,


dia de euromilhões e outros sonhos imbecis com que se aconchega a alma esfarrapada de tantos, porque estou cansado, porque vi ontem nas ruas de Lisboa a força do corporativismo salazarista e não gosto mesmo dos Albertos Joões e dos Ruas, dou por mim, por um momento, a gostar de Sócrates. Já chega! Ou é demais!, escrevia Blake, e como tal, hajam flores e poemas, silêncios, instantes demorados, o mar, passagens de Luz. Viver o possível com canções rente à alma. Fiquem felizes, sejam felizes. Como diziam os Ramones: Gabba gabba hey!

quinta-feira, outubro 12, 2006


Se quero saber, quero também ser honesto. Ou seja: duro, rigoroso, estrito, cruel e implacável. Leio. Anoto. Nietzsche. E, madrugada dentro, ocorre-me, depois, Holderlin: saber o que choramos no nosso luto. Passar a meia noite das maiores mágoas e ir depois ouvir a canção vital do mundo. Como o canto do rouxinol na escuridão. Sair da cama e abrir janelas. Acender um cigarro. Tomar o café. Encolher os ombros. Fechar os olhos um breve instante. Seguir em frente. Bom dia Kamaradas. Sejam felizes.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Estes são dias brutalizados.


Anna Politkovskaia

terça-feira, outubro 10, 2006

É todo Vosso Kamaradas.


 O blogue, claro. Em autogestão. Ocupado, muito, eu. Beijos e abraços.

domingo, outubro 08, 2006

I will take your head. ( pois. a ti ).

FUCK YOU!,
No future, no wayout.
I suck and smile...yeah! ( clicar no amarelo, sffavor ).

( os atari punk on dope do K'mrd Mofo ).

A punição corresponde à culpa. Disse-o bem Kierkegaard. Infelizmente, regra geral, o mais asqueroso, hipócrita, cobarde, falso e perverso é, também, o mais estúpido. Venham dias bonitos e haja muita música. Sejam felizes, que eu vou andar numa correria. E apontem esta, curiosa, do T. Bernahard. No fim seremos julgados pelo que fizemos e como tratamos aqueles que realmente nos amaram. Curioso. Critério interessante.Abraços e beijos Kamaradas.

sábado, outubro 07, 2006

Olá Kamaradas!



Fiquem assim, fiquem felizes. Por mim vou andar por aí, a amar aquilo que amo, o vento, encher a boca dele e ir gritar ao mar.
A 2ª. fotografia, ripei-a daqui.

sexta-feira, outubro 06, 2006


Há momentos, breves fracções de segundo, em que tudo se aquieta. Abandono total, tranquilo, feliz, uma sensação algures entre a indiferença absoluta e a paz de quem se afasta. De vez. Em que as pontas e os fios soltos fazem sentido. Todo o sentido. O momento em que cuspimos o que existe. A realidade mantem-se lá. Serena. Os dias ganham sempre. Mesmo aos que não sabem como são perigosos os delírios imprevistos na vida simplória da gente imbecil que nos povoa as horas. Esses que não sabem, ainda, que quebrando a monotomia abriram as portas de abismos desconhecidos. Está Luz. Bom fim de semana Kamaradas. Sejam felizes.
A imagem ripei-a ao K'mrd Raul.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Este foi o post atacado e apagado. O blogue mudou-se e continua aqui.




Já Eurípides o recomendava: acende do raio o facho ardente. Incendeia, incendeia...o fogo, portanto. Sair e respirar todo este ar fétido. Pudesse cobrir-me de folhas, cinzas, comer a terra, deixar a memória e o corpo, a carne, a fadiga entre os teus dedos ou numa melodia a rasgar a luz. Amar é a perturbação resplandescente do teu rosto. A errância a que me entrego numa escrita não menos errante. Venha o fogo e queime o turbilhão nostálgico que me arrasta para o mar, esse olhar onde agonizo em farrapos. Tudo o que se escureceu entre nós. Uma lenta e dolorosa expiação. Como cantam aqui ao lado os Idlewild, not just sometimes, but always. O fogo. Apesar de comungar das palavras de S. Zweig, ( não acredito na humanidade e muito poucas coisas me dão alegria, e não nos suicidando resta ir-mo-nos suicidando ), sei que há instantes sublimes como este que ripei daqui. Sejam felizes Kamaradas.